Então você começa a sorrir , ansiosa, olhando para a parede, o céu com o vento fresco na cara, ou quando você percebe, estava assistindo um filme qualquer na televisão. Ansiosa pra ver tudo o que tem pela frente. Triste por não ter feito muitas coisas, ou tê-las feito sem pensar. Feliz com tudo o que vê e que viu.
As boas lembranças, as pequenas nostalgias, as grandes decepções, as viajens, parentes, os pensamentos soltos, as insônias, os doces de baunilha, as piadas sem graça e os contos inesquecíveis. A risada, as besteiras. Os erros, os companheiros.
_fragmentos
domingo, 23 de dezembro de 2007
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Faz Futuro Fui Eu
Vem ver a noite é vossa e eu aqui sentado sonhando levando indo ando vindo voando!
E quem sabe ser é viver lembrar aquele sentimento momento, saudoso miraculoso.
Saudade sei, saindo de si
Sanidade não-sei, sabendo de mim?
Quem vou-me, pra onde estou-te?
Quero que contigo as conchas e as cores concretizem concebam cartas.
Cartas atípicas de um amigo domingo tranquilo.
Eu tomando chá e você fazendo arte.
E quem sabe ser é viver lembrar aquele sentimento momento, saudoso miraculoso.
Saudade sei, saindo de si
Sanidade não-sei, sabendo de mim?
Quem vou-me, pra onde estou-te?
Quero que contigo as conchas e as cores concretizem concebam cartas.
Cartas atípicas de um amigo domingo tranquilo.
Eu tomando chá e você fazendo arte.
Pensamentos Soltos II
Pelos fatos marcados acredito em trapos
Que não conseguem mais andar sozinhos
Nem em seus ninhos, nem em seus pratos
Carrapatos, que não vêem nada
Além de contos de fada
que acabam em sorrisos
de hospícios
de ofícios
Sim, cheios de protocolos
pra nossa vida andar prá frente
prá trás
prá baixo
ou prós lados
prá falar de um tema que estava lá, mas que nunca vai existir.
Que não conseguem mais andar sozinhos
Nem em seus ninhos, nem em seus pratos
Carrapatos, que não vêem nada
Além de contos de fada
que acabam em sorrisos
de hospícios
de ofícios
Sim, cheios de protocolos
pra nossa vida andar prá frente
prá trás
prá baixo
ou prós lados
prá falar de um tema que estava lá, mas que nunca vai existir.
Pensamentos soltos I
Vejam meus caros,
a sonoplastia de velhas poeiras
estão sujas de vinho
e cobertas de nostalgia
Os sonhos nunca foram tão claros
de dia, perplexos em cegueiras
estão molhados de alegria
com destinos ilúcidos.
Inerte o tempo todo, me revendo daqui 6 meses. Imaginando que os fragmentos e pensamentos soltos vão voltar. E assim fico em paz comigo mesmo.
a sonoplastia de velhas poeiras
estão sujas de vinho
e cobertas de nostalgia
Os sonhos nunca foram tão claros
de dia, perplexos em cegueiras
estão molhados de alegria
com destinos ilúcidos.
Inerte o tempo todo, me revendo daqui 6 meses. Imaginando que os fragmentos e pensamentos soltos vão voltar. E assim fico em paz comigo mesmo.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
As físicas, as químicas e até as quânticas
Aqueles que continuaram afoitos, acalme-sem. Não há nada de novo, porém há todas as possibilidades abertas. Aquilo que está quase decidido, com o tempo, pode definhar-se, infelizmente. Ou felizmente.
E quando me vi, estava lá eu, olhando para você, com um ar de inocente, aquele sentimento-brisa de barulho do nascer do sol entre prédios. No meio, sempre o corpo junto do outro, nacos de ferro em Girassóis (saudosos e belos, primos distantes das friorentas tulipas de cores quentes), mas sempre muito suave, como aquela velha música.
E sim, muito desejo, mas aqueles malditos pólos que estão ora aqui, ora lá. Afinal, o que é essa vida, senão tudo aquilo que não podemos controlar e aquilo que achávamos estar certos?
Aquilo que passou. Que está. Vai ser.
Ora, tanto importa.
Eu gosto muito de você.
E quando me vi, estava lá eu, olhando para você, com um ar de inocente, aquele sentimento-brisa de barulho do nascer do sol entre prédios. No meio, sempre o corpo junto do outro, nacos de ferro em Girassóis (saudosos e belos, primos distantes das friorentas tulipas de cores quentes), mas sempre muito suave, como aquela velha música.
E sim, muito desejo, mas aqueles malditos pólos que estão ora aqui, ora lá. Afinal, o que é essa vida, senão tudo aquilo que não podemos controlar e aquilo que achávamos estar certos?
Aquilo que passou. Que está. Vai ser.
Ora, tanto importa.
Eu gosto muito de você.
segunda-feira, 12 de março de 2007
Minhas cores quentes
Dos meus Laranjas, belos Azuis.
Aos meus cristais, perfeitas safiras!
Do cinza com vermelho.vivo aos grandes amarelhos.brilhantes!
Há também o vermelho fosco, escuro e grosso, contrastando com o verde limão das limas de cheiro ocre.
O Céu de alegrias.visíveis.
E aquele pequenino mas saboroso lilás.esperança.
Aos meus cristais, perfeitas safiras!
Do cinza com vermelho.vivo aos grandes amarelhos.brilhantes!
Há também o vermelho fosco, escuro e grosso, contrastando com o verde limão das limas de cheiro ocre.
O Céu de alegrias.visíveis.
E aquele pequenino mas saboroso lilás.esperança.
Falsos Cristãos
A Cruzada Moderna vaga inerte à neblina vermelha: os cidadãos de Deus fazem esforço para pagarem seus pecados em Terra. E assim eles olham, coçando suas cabeças, e passam, apressados para um novo dia de Mártir.
A bandeira reluzente fica em toda pedra que passam.
Pena, seus atos também.
Hipocrisia em bancos de madeira, pó e falsos sorrisos.
A bandeira reluzente fica em toda pedra que passam.
Pena, seus atos também.
Hipocrisia em bancos de madeira, pó e falsos sorrisos.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
Lapsos Urbanos
Um dia cansado, daqueles que não têm direção nem cheiro. Aqueles segundos passaram e você jamais percebeu que foram na verdade semanas. O trem já passou e você ainda está ali, pensando.
Alguns amigos já foram.
Aquela viajem ficou pra depois.
A morte também.
Alguns amigos já foram.
Aquela viajem ficou pra depois.
A morte também.
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
Atrações e distrações
Estranho amor no asfalto, sempre tão perto e distante, de opostos e semelhantes. A fome que move concretos, a fúria que lança fios de alta tensão em morangos silvestres. Força que move carroças solitárias, fraqueza que tranforma pensamentos em gado, e gado em dólares.
Estranha beleza da natureza anárquica cotidiana.
Estranha beleza da natureza anárquica cotidiana.
Simples à Simples.
Do simples surgiu o rizoma.
A assim surgiu-se uma nova raça de colunas e vigas brilhantes.
Mas tudo voltou ao pó novamente, justo quando o império abraçou o céu e o céu, por sua vez, ardeu em chamas cinzentas de egocentrismo.
A assim surgiu-se uma nova raça de colunas e vigas brilhantes.
Mas tudo voltou ao pó novamente, justo quando o império abraçou o céu e o céu, por sua vez, ardeu em chamas cinzentas de egocentrismo.
Inversões cotidianas
Os tambores fazem o barulho que meu coração deveria fazer. Hoje o show é cheio de espetáculos e fogos de artifício. Como uma criança, vejo a joaninha caminhar entre meus dedos, e de repente tudo fica silencioso.
Hoje é um dia momerável. Verde eu vejo o que não se deve ver. Os cigarros queimam e as pessoas bocejam. O sol está no lugar onde deveria queimar, a água fazendo o barulho sereno que deveria fazer e a cidade está descansando como num utópico feriado ou numa madrugada fresca. A chuva mal começa e os sapos já coacham, enquanto os humanos se abrigam em seus lares quentes.
Um dia depois acordo e meu coração faz o barulho que um tambor deveria fazer.
Hoje é um dia momerável. Verde eu vejo o que não se deve ver. Os cigarros queimam e as pessoas bocejam. O sol está no lugar onde deveria queimar, a água fazendo o barulho sereno que deveria fazer e a cidade está descansando como num utópico feriado ou numa madrugada fresca. A chuva mal começa e os sapos já coacham, enquanto os humanos se abrigam em seus lares quentes.
Um dia depois acordo e meu coração faz o barulho que um tambor deveria fazer.
Imaginários do Cotidiano - O trem
A criança entra no trem junto à mãe, que estava com a mesma expressão do dia anterior. Estava lotado, mas com um assento vago. O sol estava batendo forte, e fazia reflexos no teto do vagão. A pequena menina senta e sorri: ela sempre gostou do sol batendo em sua cara em manhãs frias.
A locomotiva dá partida e faz aquele barulho engraçado, meio mecânico, meio eletrônico. Os reflexos começam a tomar forma. E assim a diversão começava, na medida que ela reconhecia e imaginava uma série de animais e objetos naqueles brilhos aparentemente disconexos para sua mãe e o resto dos passageiros. Para seu encanto, um velho sentado sorri para ela e aponta para um cachimbo: ele não falara para a menina a palavra em si, mas ela havia entendido perfeitamente.
O homem com a barba feita estava dormindo. A estudante ao seu lado escutava uma música estranha. Os rapazes feios de bigode conversavam com palavras que um executivo - que lá não havia - não iria entender.
No velho e no novo sempre há um fascínio, e sempre há uma conexão única, onde os intermediários sempre sonambulam.
A locomotiva dá partida e faz aquele barulho engraçado, meio mecânico, meio eletrônico. Os reflexos começam a tomar forma. E assim a diversão começava, na medida que ela reconhecia e imaginava uma série de animais e objetos naqueles brilhos aparentemente disconexos para sua mãe e o resto dos passageiros. Para seu encanto, um velho sentado sorri para ela e aponta para um cachimbo: ele não falara para a menina a palavra em si, mas ela havia entendido perfeitamente.
O homem com a barba feita estava dormindo. A estudante ao seu lado escutava uma música estranha. Os rapazes feios de bigode conversavam com palavras que um executivo - que lá não havia - não iria entender.
No velho e no novo sempre há um fascínio, e sempre há uma conexão única, onde os intermediários sempre sonambulam.
Ligações invisíveis
A gente tem sempre uma mentira para acreditar.
E uma verdade para distorcer.
Meus pensamentos não são um só.
O espaço me molda assim como o tempo me prende.
O mendigo reclama da chuva.
O imaginário explode com um raio.
Faíscas saem de uma mente alegre.
E a alegria sorri com uma beleza tentadora.
E mais nada faz nexo.
Porém tudo é conectado.
E uma verdade para distorcer.
Meus pensamentos não são um só.
O espaço me molda assim como o tempo me prende.
O mendigo reclama da chuva.
O imaginário explode com um raio.
Faíscas saem de uma mente alegre.
E a alegria sorri com uma beleza tentadora.
E mais nada faz nexo.
Porém tudo é conectado.
Cidades Brancas
O homem anda como se fosse uma criança, engatinhando. Ele nunca havia estado ali e não havia presenciado uma materialidade sequer. Não sabendo o que se está passando, ele apenas anda e procura peculiaridades no branco infinito. Encontra então um urso de pelúcia, que desmancha em suas mãos assim que o aperta.
O homem não sorri e não chora, mas consegue sucumbir com o fenômeno. Ele está aprendendo a sentir ainda. Muito blocos ele vê ao fundo do horizonte, e entorta sutilmente sua cabeça como um animal curioso. Ja de pé, e com uma respiração um pouco tensa, anda em direção aos blocos invisíveis.
Ao entrar no emaranhado de colunas e vigas brancas de ferro, ele sente alguma presença, alguma sensação que também nunca havia sentido antes - a vertigem, meus caros, o afeta de um modo insano.
Assim o homem aprende a correr, em busca de sua pressuposta sobrevivência. Ele vê alguns corpos semelhantes ao dele no chão, mas tudo o que pensa é que deve correr e deixar todo este cataclisma infinito para trás.
Então algo começa a bipar. Bip Bip Bip. O homem estava bipando. Assustado, ele observa que o estranho barulho eletrônico vinha de seu braço, especificadamente em seu punho. e como tudo era novo para ele, não se assustou ao ver que haviam dois Leds piscando em vermelho. Ao pressionar os leds, o punho se abriu, não jorrando um grotesco sangue, mas sim duas baterias que caem ao chão.
O homem então sucumbe novamente, ao perceber que seu coração nunca bombeou uma gota de sangue sequer para seus órgãos que não possuía.
O homem não sorri e não chora, mas consegue sucumbir com o fenômeno. Ele está aprendendo a sentir ainda. Muito blocos ele vê ao fundo do horizonte, e entorta sutilmente sua cabeça como um animal curioso. Ja de pé, e com uma respiração um pouco tensa, anda em direção aos blocos invisíveis.
Ao entrar no emaranhado de colunas e vigas brancas de ferro, ele sente alguma presença, alguma sensação que também nunca havia sentido antes - a vertigem, meus caros, o afeta de um modo insano.
Assim o homem aprende a correr, em busca de sua pressuposta sobrevivência. Ele vê alguns corpos semelhantes ao dele no chão, mas tudo o que pensa é que deve correr e deixar todo este cataclisma infinito para trás.
Então algo começa a bipar. Bip Bip Bip. O homem estava bipando. Assustado, ele observa que o estranho barulho eletrônico vinha de seu braço, especificadamente em seu punho. e como tudo era novo para ele, não se assustou ao ver que haviam dois Leds piscando em vermelho. Ao pressionar os leds, o punho se abriu, não jorrando um grotesco sangue, mas sim duas baterias que caem ao chão.
O homem então sucumbe novamente, ao perceber que seu coração nunca bombeou uma gota de sangue sequer para seus órgãos que não possuía.
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