A criança entra no trem junto à mãe, que estava com a mesma expressão do dia anterior. Estava lotado, mas com um assento vago. O sol estava batendo forte, e fazia reflexos no teto do vagão. A pequena menina senta e sorri: ela sempre gostou do sol batendo em sua cara em manhãs frias.
A locomotiva dá partida e faz aquele barulho engraçado, meio mecânico, meio eletrônico. Os reflexos começam a tomar forma. E assim a diversão começava, na medida que ela reconhecia e imaginava uma série de animais e objetos naqueles brilhos aparentemente disconexos para sua mãe e o resto dos passageiros. Para seu encanto, um velho sentado sorri para ela e aponta para um cachimbo: ele não falara para a menina a palavra em si, mas ela havia entendido perfeitamente.
O homem com a barba feita estava dormindo. A estudante ao seu lado escutava uma música estranha. Os rapazes feios de bigode conversavam com palavras que um executivo - que lá não havia - não iria entender.
No velho e no novo sempre há um fascínio, e sempre há uma conexão única, onde os intermediários sempre sonambulam.
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
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