sábado, 20 de dezembro de 2008

Realidades Alternativas

Onde desaprendi a escrever?
Onde desaprendi a viver?

sábado, 10 de maio de 2008

O que fazer em caso de incêndio?
Deixe queimar.

Lembrei deste filme, que aliás, é ótimo. O filme é simples e fala em como nós tomamos rumos diferentes um dos outros, como esquecemos de ideais importantes. A amizade ao longo dos tempos, me faz imaginar. E é bem divertido.

Não é assim nada tão espetacular e totalmente inovador - a gente está se tornando cada vez mais exigente com tudo. Tudo novo, tudo diferente. Tudo fascinante. Tudo surprises. (Ah, mas porque surpresa é bom, não é?)

Ah sim, o fascínio no amor.
Ele as vezes faz a gente esquecer da beleza da sujeira, da desorganização, do feio, do da verdade.
E tudo de belo sempre está bem mais perto.
E o medo de grandes mudanças te paralisam.
E de repente tudo está ao seu lugar.


Bando de cegos apaixonados...
É fascinante.




domingo, 13 de janeiro de 2008

Concretos e reticências.

Aqueles que enxergam o colorido naquela parte monocromática da cidade têm uma vantajem: eles não possuem e não precisam de limitações para seus sonhos e visões. É como se a Banda passasse todo dia em frente ao trabalho, marchasse no caminho de volta pra casa, tocasse dentro do trem, fazendo a menina sorrir...como um velho que grita loucuras no meio dos prédios gigantes e sem fim.

Entretanto, no monocromático jaz a arte elemental e mais pura também: mais sincera. Ponto. O menino no meio da praça sorri de forma esperançosa. A mulher espera seu namorado na estação de metrô. O gato cinza pula no mendigo, assustando-o, provocando gargalhadas. A cidade monocromática é artística. Ponto.

Ponto, embora reticências sejam mais convenientes. Pontos de exclamação gigantes também são bem-vindos. A busca universal: um lugar confortável pra tomarem seus cafés, sucos e cervejas. As primeiras são realistas, e as segundas, sonhadoras.

Reticências.

_julho de 2006.