Aqueles que enxergam o colorido naquela parte monocromática da cidade têm uma vantajem: eles não possuem e não precisam de limitações para seus sonhos e visões. É como se a Banda passasse todo dia em frente ao trabalho, marchasse no caminho de volta pra casa, tocasse dentro do trem, fazendo a menina sorrir...como um velho que grita loucuras no meio dos prédios gigantes e sem fim. Entretanto, no monocromático jaz a arte elemental e mais pura também: mais sincera. Ponto. O menino no meio da praça sorri de forma esperançosa. A mulher espera seu namorado na estação de metrô. O gato cinza pula no mendigo, assustando-o, provocando gargalhadas. A cidade monocromática é artística. Ponto.
Ponto, embora reticências sejam mais convenientes. Pontos de exclamação gigantes também são bem-vindos. A busca universal: um lugar confortável pra tomarem seus cafés, sucos e cervejas. As primeiras são realistas, e as segundas, sonhadoras.
Reticências.
_julho de 2006.
Um comentário:
Acho que estou mais para reticências...srsrs na verdade até demais, vez ou outra preciso me conectar a esse monte de concreto...
Escreva mais please!!!
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